Agentes de IA para indústrias PME do Vale do Paraíba
A sua indústria já tem ERP — e o ERP registra a produção. O trabalho está no que acontece antes e entre: o orçamento montado na planilha, a ordem reconstruída à mão, o apontamento digitado duas vezes.
O pedido de cotação chegou na sexta à noite. Um desenho, uma quantidade, um prazo. Na segunda de manhã alguém que conhece o processo de cor abre uma planilha e calcula material, horas de máquina, setup e frete. Leva boa parte do dia. Na terça chegam mais três.
Nada disso é falta de sistema. A sua empresa tem ERP, quase sempre um ERP sério: TOTVS Protheus, Senior, Sankhya, Nomus, Webmais. A ordem está lá, o custo está lá, a nota sai de lá. O problema não é o sistema. É o que acontece antes de o dado chegar nele, e entre uma etapa e outra.
É esse trabalho que assumo como Head de IA & Automação, um diretor de IA em regime fracionado.
“Já temos ERP. Onde você entra?”
É a primeira pergunta de praticamente todo dono de indústria, e é a pergunta certa. A resposta cabe numa linha: o ERP registra a produção; o trabalho está no que acontece antes e entre.
Um ERP guarda a ordem depois que ela existe. Não monta o orçamento técnico, não sequencia o lote com o que a fábrica tem hoje e não responde ao cliente que pergunta pelo prazo. E não recolhe sozinho o apontamento do chão de fábrica.
Sistema de registro se compra e nunca se reconstrói — o argumento está inteiro em construir ou comprar IA. O que ninguém vende pronto são as costuras entre a planilha do orçamento, o PCP, o chão de fábrica e o ERP. Elas são só suas. É aí que os agentes de IA entram, e é para dentro do ERP que eles escrevem.
O ERP sabe o que foi produzido. O que ainda vai ser produzido mora numa planilha.”
Onde as horas realmente vão
Sete lugares, mais ou menos em ordem decrescente de retorno.
- Orçamentos e propostas técnicas. Cada pedido de cotação vira um cálculo manual de material, horas de máquina, setup e frete. Quem monta é alguém que conhece o processo de cor, numa planilha que só ele entende por inteiro. Um sistema pode montar a versão preliminar e devolver para essa pessoa revisar o que importa.
- Ordens de produção. O PCP recebe o pedido e reconstrói à mão o que o ERP já deveria saber: roteiro de fabricação, lote, sequenciamento. A decisão de sequência continua sendo do PCP. O rascunho não precisa ser.
- A cola entre o PCP e o ERP. Apontamento de produção, refugo e retrabalho, tudo digitado duas vezes. Uma vez no papel ou na planilha do turno, outra no sistema, quase sempre no dia seguinte.
- Follow-up de pedidos. “E o meu pedido?”, respondido por telefone e WhatsApp várias vezes ao dia. A informação já está no ERP. O trabalho é lê-la numa tela e digitá-la de volta para quem perguntou.
- Compras e cotação com fornecedores. Três cotações por item, comparadas à mão num mapa de cotação, com os prazos de entrega controlados numa planilha à parte. A negociação é humana. A coleta e a comparação não precisam ser.
- Documentação e qualidade. Certificados de qualidade, laudos, rastreabilidade de lote e não conformidades. Papel que precisa existir e ser achado em segundos, e que nunca foi o trabalho para o qual alguém foi contratado.
- Os relatórios que o dono quer. Margem por ordem, ocupação de máquina, atraso de entrega. Refeitos no Excel todo mês, sempre atrasados em relação à decisão que deveriam sustentar.
Vale dizer o que boa parte disso é: automação comum, não IA. Mais barata, mais confiável e mais fácil de auditar do que qualquer modelo. Uso modelos onde ler e redigir ajudam de verdade: o desenho que veio em PDF, a proposta técnica, o laudo. Numa empresa que trabalha com 8 a 12% de margem líquida, entediante é um elogio.
O que permanece humano
A engenharia de processo. A negociação com o fornecedor. A decisão de investir numa máquina, que é onde uma indústria ganha ou perde três anos. E a relação com o cliente, que é o motivo pelo qual ele volta com o segundo pedido.
Nada do que construo fecha preço fora da política, aprova uma não conformidade ou compra sozinho. Os sistemas calculam, leem, digitam e avisam. As horas da equipe ficam com o critério que só ela tem.
A primeira pergunta não é quantas pessoas você tem
É qual ERP vocês usam — e se ele conversa com o chão de fábrica. Faturamento e número de pessoas eu pergunto depois. Essa é a variável que decide se o projeto é viável.
TOTVS Protheus, Senior, Sankhya e Nomus indicam a faixa que atendo bem. Bling e Tiny indicam uma empresa que ainda não tem volume para um projeto de R$ 40.000. Instalações antigas, na casa do cliente, deixam a integração mais trabalhosa: inteiramente viável, e não trivial.
Quando a resposta é ruim, eu digo na ligação. Prefiro perder o contrato na primeira conversa a descobrir no dia quarenta que a integração custa mais do que o problema que ela resolve.
E aqui vale inverter a leitura mais comum. “Já temos ERP” não é uma objeção, é um sinal de qualificação. Uma indústria sem ERP é um cliente pior, não melhor. Não haveria sistema de registro para onde escrever, e metade do projeto viraria uma implantação de ERP — que não é o que eu faço.
Como funcionam os noventa dias
Prazo fixo, escopo fixo, tudo entregue nas mãos da sua equipe.
R$ 8.000, creditados integralmente no contrato se seguirmos adiante. Entrevistas com o dono, o PCP, a engenharia, compras e o comercial. Uma auditoria dos fluxos, do chão de fábrica e do que o seu ERP permite integrar. E um roadmap ranqueado por retorno, que fica com a empresa, siga ela adiante ou não.
Três sistemas funcionando, um a cada trinta dias, construídos na stack da empresa. Integrados ao ERP que já existe e às planilhas por onde o trabalho corre hoje. Cada um vem com monitoramento, uma suíte de avaliação para que a qualidade não caia em silêncio e um kill switch nas mãos do dono.
Um runbook de uma página por sistema, transferência integral da propriedade intelectual e a equipe treinada para tocar tudo sem mim. Implementado, não apresentado.
Não é para toda indústria
São José dos Campos abriga o Cluster Aeroespacial Brasileiro: mais de 160 empresas, muitas certificadas AS9100 e fornecedoras da Embraer. Boa parte delas tem engenharia e TI próprias, com gente competente construindo ferramentas internas. Se essa é a sua empresa, este não é o serviço certo, nem o preço certo.
As outras duas desqualificações são mais simples. Se você quer um fornecedor que entregue uma coisa e suma, uma agência atende melhor. E se você quer um piloto pequeno, só para sentir o gosto, não vamos nos entender: o contrato é uma decisão, não um teste de temperatura.
Quanto custa
O Jovadan 90 custa R$ 40.000 nos termos de Clientes Fundadores e R$ 60.000 no padrão, parcelável em até 3 vezes. A continuação é opcional e mês a mês: R$ 10.000 no padrão, R$ 7.000 travado para Clientes Fundadores e R$ 4.000 no nível mais leve. Tudo começa pelo diagnóstico de R$ 8.000, creditado integralmente.
A comparação usual: um executivo de tecnologia custa de R$ 40 a 60 mil por mês, todo mês. A conta que interessa aqui é outra. Indústria roda com 8 a 12% de margem líquida, e a de transformação com 6 a 8%. A dez por cento, R$ 40.000 consomem o lucro de R$ 400 mil faturados.
Por isso o roadmap do diagnóstico vem ranqueado por retorno, e não por sofisticação. O detalhamento completo está em quanto custa um Head de IA & Automação.
O perfil que atendo bem é uma indústria de 40 a 90 pessoas e R$ 15 a 40 milhões de faturamento por ano. O dono ou sócio-diretor assina sozinho e ainda tem decisão demais passando por ele.
O primeiro projeto documentado da Jovadan foi com a Carol Coelho Náutica, de outro setor: intermediação náutica, não manufatura. O que se transfere é o formato do problema. Pedidos e follow-up correndo por WhatsApp, com a dona no centro de cada um deles.
Perguntas frequentes
Já temos ERP. Onde entram os agentes de IA?
O ERP registra a produção; o trabalho está no que acontece antes e entre. O ERP guarda a ordem depois que ela existe, mas não monta o orçamento técnico nem sequencia o lote. Alguém faz isso numa planilha e digita o resultado lá dentro. Os agentes de IA ficam nessas costuras: orçamento, ordem de produção, apontamento, follow-up de pedidos, compras e qualidade. Eles escrevem no ERP, que continua sendo o sistema de registro.
Funciona com TOTVS Protheus, Senior, Sankhya ou Nomus?
Funciona, e é esse grupo que costuma indicar o tamanho certo de empresa. O que mais pesa não é a marca do ERP: é a versão instalada e se ela conversa com o chão de fábrica. Instalações antigas, na casa do cliente, deixam a integração mais trabalhosa: viável, e não trivial. Bling e Tiny indicam uma empresa que ainda não tem volume para o projeto. Quando a resposta é ruim, eu digo na ligação.
Quanto custa o projeto?
Um diagnóstico pago de duas semanas por R$ 8.000, creditado integralmente no contrato. Depois, um valor fixo pelos noventa dias do Jovadan 90: R$ 40.000 nos termos de Clientes Fundadores ou R$ 60.000 no padrão, parcelável em até 3 vezes. A continuação é opcional, mês a mês: R$ 10.000 no padrão, R$ 7.000 travado para Clientes Fundadores e R$ 4.000 no nível mais leve.